A sina de ambos anjos era não possuir asas, por isso viviam em torno de Los. Tal relação tornava-se mais um motivo de honra, orgulho. Era uma obsessão afinal. E também um motivo para disputas acirradas. O que de melhor poderia ser oferecido para Los? Ani tinha muitas idéias. Ofereceu a Los espectros de existência efêmera corporificados através de água e terra, chamou-os de seres vivos.
Por sua vez, Ane, outrora orgulhosa pela sua beleza arrebatadora, ficou perdida na vergonha de não ter nada a presentear o amado Los, e então gritou por seus ancestrais e por deuses sombrios. E assim na aurora do tempo, ela concebeu sua obra: chamou seu irmão a sós e com um movimento rápido tomou sua vida e utilizou o seu corpo como molde. E dessa forma se fez um novo servo a Los, Arret, um ser destinado a abraçar formas de vidas em sua superfície geodésica.
Tal incrível concepção absorveu de tal forma a atenção de Los, que Ane se enraiveceu, desejava ser vista daquela forma por Los. E então motivada pela inveja tentou fazer o mesmo consigo: sacrificou a sua vida.
Tal incrível concepção absorveu de tal forma a atenção de Los, que Ane se enraiveceu, desejava ser vista daquela forma por Los. E então motivada pela inveja tentou fazer o mesmo consigo: sacrificou a sua vida.
Como resultado, nasceu a criatura Aluh, a cintilante prateada, destinada a seguir eternamente Arret em um misto de rodopios e estranhos passos. Uma eterna dança de amor.
E tudo isso ocorreu no tempo de Kah.
Intrigantemente peculiar!
ResponderExcluirAdoraria saber como você concebeu os nomes deles, também daria um ótimo conto, conheceríamos parte do funcionamento da mente Adrianística...